ÁGUA
OperaçãoIMPACTO PRINCIPAL Demanda hídrica de 2,77 L/s (239 mil L/dia); pressão em período seco; possível captação subterrânea como em Maringá
Data Center Uberlândia
A RT-One promete um data center de até 400 MW em Uberlândia. O terreno da fase 1 (Bacuri/MGC-497) saiu do plano em jul/2026 — local indefinido. O MPF investiga desde set/2025. Este site junta o que a coletiva não contou: água, energia, empregos e fiscalização.
Feito para quem mora aqui — e para quem precisa explicar o assunto em uma mensagem, sem folder de investidor.
Oito pontos que você só encontra se procurar documento — não se esperar o folder de investimento.
Registrada em dezembro de 2024
RT-One em SP, no mesmo endereço da extinta Gamernuc. O CEO Fernando Palamone apresentou-se como COO/VP da Intel — a Intel desmentiu: 'Ele nunca ocupou esse cargo'.
Bacuri fora; nova área em seleção
A fase 1 na Fazenda Bom Jardim / MGC-497 (FII Bacuri) saiu do plano em jul/2026. A empresa diz que escolhe nova área em Uberlândia e outras localidades. Sem polígono público, fiscalizar vira adivinhação.
Zero água… ou 239 mil litros/dia?
Em 2025 prometeram 'zero consumo de água para refrigeração'. Em 2026 pediram 2,77 L/s ao DMAE. Em Maringá, a mesma marca admitiu captar do Aquífero Guarani. Pode se repetir aqui.
Até 1,6 milhão de casas equivalentes
400 MW ≈ 3,5 TWh/ano e cerca de 134.900 t de CO₂ indireto. Falam em energia 100% renovável — faltam contratos públicos. A Cemig respondeu ao MPF que desabastecimento nacional 'não é nossa responsabilidade'.
Nenhuma LP, LI ou LO
Até agora, zero licenças emitidas pela SEMAD/FEAM-MG. O MPF abriu inquérito civil em set/2025. Sem EIA/RIMA público à altura do porte anunciado.
APP de ~300 mil m² na fase 1
No desenho Bacuri, a empresa admitia APP com possíveis veredas e nascentes. Fauna ameaçada circula no corredor da MGC-497. Inventário público de fauna/flora? Não veio.
Prefeitura e CEO ausentes
Na audiência de 26/03/2026, Prefeitura e presidente da RT-One não compareceram. Foi o advogado. No mesmo dia, o governador estava em Uberlândia.
Promessa de 2 mil vs. operação tipicamente <100
Data center desse porte costuma operar com poucas dezenas de vagas permanentes, muitas especializadas e de fora. Enquanto isso, ~100 mil pessoas na cidade ainda vivem sem água e energia regular.
posições no Ranking Trata Brasil 2026 (11ª para 21ª). Pior resultado da história.
investimento por habitante em saneamento (recomendado: R$ 225/hab).
consumo recorde per capita em 2023. Bairros vizinhos já sofrem restrições hídricas.
O data center da RT-One vai consumir até 400 MW de energia — equivalente a 1,6 milhão de casas. Entenda como isso pode afetar diretamente o valor que você paga todo mês.
Quando chove pouco, os reservatórios das hidrelétricas ficam baixos. Para manter a luz funcionando, o Brasil precisa ligar usinas termoelétricas — que são muito mais caras porque queimam combustível.
Esse custo extra é repassado para você por meio das bandeiras tarifárias:
+R$ 1,88 / 100 kWh
+R$ 7,87 / 100 kWh
Mais demanda no sistema elétrico = mais pressão nos reservatórios = maior chance de bandeira vermelha.
A RT-One vai consumir 100 MW na fase 1, podendo chegar a 400 MW. A própria Cemig admitiu em resposta ao MPF:
"O impacto de desabastecimento energético ou hídrico em nível nacional não é de sua responsabilidade"
Ou seja: se faltar energia por causa de consumidores gigantes como data centers, o problema é seu, não deles.
Consumo médio de uma família brasileira
152 kWh/mês
Fonte: ANEEL/EPE
Custo extra com bandeira vermelha 2
+R$ 11,96 /mês
R$ 7,87 × 1,52 (por 100kWh)
Impacto anual na sua conta
+R$ 143,52 /ano
Se bandeira vermelha durar 12 meses
Atenção: Em 2024, o Brasil teve bandeira vermelha patamar 2 em setembro. Em 2021, o Triângulo Mineiro foi declarado em situação crítica de escassez hídrica pela ANA, com reservatórios abaixo de 25%. Mais consumidores gigantes = mais risco de isso acontecer de novo.
O Triângulo Mineiro depende dos rios do Cerrado. Com as mudanças climáticas, as secas estão ficando mais longas e mais severas.
Junho 2021: A ANA declarou o Triângulo Mineiro em situação crítica de escassez hídrica. Volume útil dos reservatórios de hidrelétricas abaixo de 25%.
Pesquisadores da UFU alertam: "Em um cenário de intensificação das mudanças climáticas, a presença de consumidores intensivos de água e energia pode agravar pressões já existentes."
— Prof. Daniel Caixeta Andrade, Instituto de Economia/UFU
Quem paga a conta quando a bandeira fica vermelha?
VOCÊ. Não o data center.
Grandes consumidores de energia no mercado livre não pagam bandeira tarifária. Só os consumidores residenciais — como você — arcam com o custo extra.
Data centers são fábricas de processamento que nunca param. Seus sistemas de resfriamento, ventilação e energia funcionam ininterruptamente, gerando ruído constante que afeta a vida de quem mora por perto.
É o fim do silêncio na sua casa. É acordar às 3 da manhã com um zumbido que não para. É não conseguir abrir a janela. É ver suas crianças irritadas, seu sono destruído, sua qualidade de vida roubada — enquanto uma empresa estrangeira lucra bilhões processando dados que nem são seus. E o pior: uma vez construído, não tem volta.
Na audiência pública de 26/03/2026, a bióloga Luana Leite Guimarães Santos (CRBio-04) alertou especificamente sobre a poluição sonora como um dos impactos do empreendimento. O tema foi registrado em ata oficial da Câmara Municipal.
Os bairros mais próximos ao terreno — Pequis, Monte Hebrom e Chácaras Douradinho — são comunidades que já enfrentam desafios de infraestrutura. Moradores dessas áreas podem ser os mais afetados pelo ruído constante, especialmente durante a noite, quando o silêncio natural amplifica qualquer fonte sonora.
Nota importante: Não há medição pública específica de ruído para o projeto da RT-One em Uberlândia até o momento. Os níveis reais de ruído dependerão do estudo de impacto ambiental (ainda não divulgado) e das condicionantes do licenciamento na Semad/FEAM-MG.
Ventiladores industriais, chillers e torres de resfriamento operam 24 horas por dia, 7 dias por semana, gerando ruído contínuo de baixa frequência que atravessa paredes e janelas.
Geradores a diesel ou turbinas a gás são acionados em testes periódicos e durante quedas de energia, produzindo picos de ruído intenso.
Exaustores e sistemas HVAC de grande porte mantêm a temperatura dos servidores, funcionando ininterruptamente com ruído constante.
Equipamentos elétricos de alta potência (100-400 MW no caso da RT-One) geram zumbido característico de baixa frequência.
Segundo a OMS e estudos do ICB/UFMG, alterações no sono podem ocorrer a partir de 35 dB(A). A partir de 55 dB(A), pode haver estresse leve; acima de 65 dB(A), riscos à saúde aumentam significativamente.
Ruído noturno, mesmo em níveis moderados, pode tornar o sono mais superficial e reduzir os estágios profundos essenciais para recuperação do organismo.
Fonte: ICB/UFMGExposição prolongada a ruído constante pode levar ao estresse crônico e aumentar o risco de transtornos mentais.
Fonte: OMSNíveis elevados de ruído estão associados a maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão e problemas cardíacos.
Fonte: OMS/ICB/UFMGMoradores relatam necessidade de manter janelas fechadas, dificuldade em atividades ao ar livre e impossibilidade de desfrutar do próprio quintal.
Fonte: Relatos de comunidades nos EUACasos reais de comunidades que convivem com data centers mostram um padrão: reclamações persistentes, impacto na qualidade de vida e necessidade de regulamentação posterior.
Após semanas de reclamações de moradores, a cidade aprovou novas regras com limites de ruído: 56 dB durante o dia e 46 dB à noite na divisa do terreno.
Moradores próximos a data center relatam ruído constante que atrapalha sono, trabalho e atividades de lazer. Turbinas a gás operam 24/7.
Comunidades ao redor do mundo relatam preferir vizinhos anteriores (até pedreiras) em vez de data centers, devido ao ruído incessante.
Durante o dia, o ruído urbano pode mascarar parcialmente o barulho de um data center. Mas à noite, quando a cidade silencia, o zumbido constante se torna inescapável. É nesse momento que moradores relatam maior incômodo — justamente quando precisam descansar.
A distância entre a fonte de ruído e as residências, a presença (ou ausência) de barreiras acústicas e a topografia local são fatores determinantes. Sem um estudo de impacto sonoro público e transparente, os moradores de Uberlândia não têm como saber o que os espera.
Você aceitaria um vizinho que faz barulho 24 horas por dia, para sempre?
O que foi dito, quando foi dito, e o que ainda falta.
Empresa registrada em São Paulo, Vila Ipojuca — mesmo endereço da antiga importadora Gamernuc de Fernando Palamone.
Fernando Palamone assina carta de intenções com GDF se apresentando como COO/VP da Intel. Intel nega: 'Ele nunca ocupou esse cargo'. RT-One diz 'não ter conhecimento'.
Primeiro projeto anunciado. R$ 6 bi, 400 MW. Admitem publicamente possibilidade de captar água do Aquífero Guarani.
Segundo projeto: 'maior data center da América Latina'. 1 milhão de m² na MGC-497. Promessa de 2 mil empregos.
Cerimônia com prefeito Paulo Sérgio (PP), vice Vanderley Pelizer e secretário Fabiano Alves. Área da Fazenda Bom Jardim (FII Bacuri) apresentada como local do empreendimento.
Divulgação de APP interna (300 mil m²), energia 100% renovável, 'zero consumo de água para refrigeração'.
Contrato de locação RT-One × FII Bacuri (~96 ha) a R$ 1 mil/mês por 15 anos. Havia também opção de compra/investimento; a locação, segundo a empresa, era para estudos de viabilidade.
Prefeitura informa pedido de 2,77 L/s de água ao DMAE. São 239 mil litros/dia. Cadê o 'zero água'?
Reportagem revela inquérito civil do MPF e o histórico falsificado de Palamone na Intel. RT-One não responde ao MPF.
Uberlândia cai 10 posições em saneamento (11ª para 21ª). Pior resultado da história. Investimento: R$ 69,89/hab (recomendado: R$ 225).
Câmara Municipal realiza audiência. NEM A PREFEITURA NEM O CEO DA RT-ONE COMPARECEM. Enviaram apenas um advogado.
Estudantes de Direito da UFU propõem lei municipal para regular data centers. Entregue à vereadora Amanda Gondim.
Segundo a RT-One, o contrato de opção de compra do imóvel com o FII Bacuri já vinha sendo renegociado desde abril de 2026.
Intercept Brasil: FII Bacuri (Reag/WNT) dono da área; avaliação sobe a R$ 76 mi no balanço; aluguel R$ 1 mil/mês. Gestoras ligadas a investigações do caso Master.
Comunicado oficial: rescisão de comum acordo com o FII Bacuri “diante dos fatos supervenientes” das administradoras. Só locatária; nova área em seleção em Uberlândia e outras localidades. Local indefinido.
Pós-Intercept: Secom diz que societário e evolução do projeto são privados; dúvidas com a RT-One. Quem anunciou R$ 6 bi e “aquisição” empurra a pergunta.
Local do empreendimento indefinido. Nova seleção de áreas em Uberlândia e em outras localidades de Minas. Licenciamento ambiental: nenhuma LP/LI/LO emitida.
Autorização ONS para conexão à rede básica do SIN. Cemig aprovou apenas tecnicamente (fase anterior, terreno Bacuri).
Novo endereço/polígono do data center, contratos públicos com a prefeitura, EIA/RIMA, plano de contingência hídrica.
Trechos de audiência, nota da Intel, resposta da Cemig e fala do prefeito — sem editar o que dói.
“100 mil pessoas moram em áreas irregulares, sem acesso a água, energia e saneamento básico. Como serão direcionados esses recursos para o data center, enquanto as pessoas estão sem energia e água em casa?”
“Ele não é COO da Intel Corporation e nunca ocupou esse cargo.”
“Não existe data center sustentável.”
“O impacto de desabastecimento energético ou hídrico em nível nacional não é de nossa responsabilidade.”
“Consumirá menos do que um conjunto habitacional de 300 casas. E em uma área que não tem qualquer problema ambiental.”
“Todo o aquífero poderá ser afetado.”
“Sou contra o data center e vou lutar para que o empreendimento vá para outro lugar.”
O que a documentação pública permite estimar — e onde a incerteza ainda é alta demais para um projeto desse porte.
IMPACTO PRINCIPAL Demanda hídrica de 2,77 L/s (239 mil L/dia); pressão em período seco; possível captação subterrânea como em Maringá
IMPACTO PRINCIPAL Terraplenagem de 1 milhão m², impermeabilização extensa, erosão e assoreamento se houver APP/vereda
IMPACTO PRINCIPAL 134.900 t CO₂/ano indireto (400 MW); ruído técnico; rejeição térmica; geradores diesel de backup
IMPACTO PRINCIPAL Efeito de borda em APP de 300 mil m², barreira à fauna, supressão de habitats no corredor MGC-497
IMPACTO PRINCIPAL Promessa de 2 mil empregos vs. 100 mil pessoas sem água/energia em áreas irregulares
| COMPONENTE | FASE | IMPACTO PRINCIPAL | MAG. | PROB. | INCERT. |
|---|---|---|---|---|---|
| ÁGUA | Operação | Demanda hídrica de 2,77 L/s (239 mil L/dia); pressão em período seco; possível captação subterrânea como em Maringá | ALTA | ALTA | ALTA |
| SOLO E DRENAGEM | Implantação | Terraplenagem de 1 milhão m², impermeabilização extensa, erosão e assoreamento se houver APP/vereda | ALTA | ALTA | ALTA |
| AR, ENERGIA, RUÍDO | Operação | 134.900 t CO₂/ano indireto (400 MW); ruído técnico; rejeição térmica; geradores diesel de backup | ALTA | ALTA | MÉDIA |
| BIODIVERSIDADE | Todas | Efeito de borda em APP de 300 mil m², barreira à fauna, supressão de habitats no corredor MGC-497 | ALTA | MÉDIA | ALTA |
| SOCIOECONÔMICO | Todas | Promessa de 2 mil empregos vs. 100 mil pessoas sem água/energia em áreas irregulares | MÉDIA | ALTA | ALTA |
Pesquisa da UFU registrou 49 indivíduos de 16 espécies atropeladas na rodovia. Entre elas:
Licenciado por RAS. MPF-CE: 'inadequado, insuficiente e inadmissível'. Água: 144 mil L/dia (7,3× o declarado). Território ancestral Anace.
ADMITE uso do Aquífero Guarani. ZPE federal pendente. Investigado pelo MPF-PR.
Ainda em licenciamento. Resfriamento a óleo em circuito fechado.
Favoráveis, contrários e omissos.
Empresa responsável
Criada em DEZ/2024, sem operações prévias no setor. CEO Fernando Palamone acusado pela Intel de usar nome da empresa indevidamente. Não respondeu ao MPF no inquérito civil. Admitiu em Maringá captar água do Aquífero Guarani.
Prefeito Paulo Sérgio (PP)
Celebrou investimento sem exigir transparência. Não compareceu à audiência pública. Afirmou: 'Consumirá menos que 300 casas. Não tem problema ambiental.' Vice Pelizer, Secretário Fabiano Alves e Fiemg também apoiam.
Amanda Gondim (PSB) e Dr. Igino (PT)
Vereadora Amanda: 'Não existe data center sustentável'. Dr. Igino: 'Sou contra e vou lutar para que vá para outro lugar'. Realizaram audiência pública em 26/03/2026.
Prof. Naiara Vilela e alunos
Estudantes do 3º período redigiram marco normativo municipal para regular data centers. Defendem 'desenvolvimento que considere a questão ambiental para presentes e futuras gerações'.
Frei Rodrigo
Criticou Redata como 'isenção de tributos federais por 5 anos'. Exigiu 'estudos completos e independentes; não cabe à Prefeitura tomar a defesa'.
Ministério Público Federal
Investiga possíveis danos ambientais. Questionou alegação de '100% energia renovável'. RT-One não respondeu. A Cemig disse que 'desabastecimento nacional não é sua responsabilidade'.
Órgão ambiental estadual
Até maio/2026, nenhuma LP, LI ou LO emitida. Projeto em pré-licenciamento. Deveria exigir EIA/RIMA com audiência pública pelo porte do empreendimento.
Não é lista de slogans. São pedidos concretos — coordenadas, água, EIA/RIMA, presença em audiência — que qualquer morador pode repetir no WhatsApp do vereador.
Divulgação imediata do polígono georreferenciado do terreno, matrícula do imóvel e memorial descritivo. Não é possível fiscalizar o que não se pode localizar.
Detalhar por que prometeram 'zero água para refrigeração' e depois pediram 2,77 L/s ao DMAE. E se vão captar do aquífero como em Maringá?
Empreendimento de R$ 6 bi e 400 MW exige EIA/RIMA completo, não Relatório Ambiental Simplificado. MPF-CE já condenou essa prática em Caucaia.
RT-One NÃO respondeu ao inquérito civil. Exigimos que a empresa se manifeste oficialmente sobre as acusações de uso indevido do nome da Intel.
Diagnóstico completo da APP de 300 mil m². Lobo-guará, tamanduá-bandeira e raposinha-do-campo circulam na MGC-497. Precisamos de dados reais.
Prova documental de 100% energia renovável com adicionalidade. A Cemig admitiu que 'desabastecimento nacional não é sua responsabilidade'.
Convenção 169 da OIT garante consulta prévia, livre e informada às comunidades de Chácaras Douradinho, Pequis e Monte Hebrom.
Na audiência de 26/03/2026, NENHUM DOS DOIS compareceu. Exigimos presença e respostas em debates públicos.
Em Uberlândia, notícia boa vira status. Notícia chata some no feed. Se você leu até aqui, o próximo passo mais útil não é “seguir a página” — é passar o resumo pra quem ainda ouviu só o discurso dos R$ 6 bi.
Mensagem pronta (copie ou abra no WhatsApp)
Oi — em Uberlândia anunciaram o data center RT-One (até 400 MW, R$ 6 bi). Até agora: zero licença ambiental (LP/LI/LO), MPF investiga desde set/2025, e o terreno Bacuri saiu do plano em jul/2026 (local indefinido). Água pedida ao DMAE na fase 1: 239 mil litros/dia. Empregos permanentes típicos desse porte: bem abaixo da promessa de 2 mil. Fatos reunidos aqui: https://www.datacenteruberlandia.com.br Se fizer sentido, manda pro grupo da família ou do condomínio.
Duas linhas + link. Bom pra status, grupo da escola ou mensagem rápida.
Guia prático: vereador, audiência, SIAM e organização de bairro.
Sem cadastro. Sem “ganhe pontos”. Só o fato que o anúncio escondeu — e a pessoa do outro lado decide sozinha.
Respostas diretas sobre o RT-One em Uberlândia: o que foi anunciado, licenças, água, energia, empregos e fiscalização — com base em documentos públicos e cobertura jornalística citada no site.
A RT-One é uma empresa registrada em dezembro de 2024 que anuncia um data center de até 400 MW em Uberlândia (MG), com investimento de R$ 6 bilhões. A fase 1 na Fazenda Bom Jardim / MGC-497 (~1 milhão de m², FII Bacuri) teve contratos encerrados de comum acordo em jul/2026; a empresa seleciona nova área em Uberlândia e outras localidades (local indefinido — não é “projeto cancelado”). Não há LP/LI/LO emitidas; o empreendimento não está em operação. Há inquérito civil do MPF (desde set/2025). O CEO Fernando Palamone foi acusado de usar indevidamente o nome da Intel.
Os principais impactos anunciados para a fase 1 incluem: consumo de 239,3 mil litros de água por dia (parecer DMAE, desenho Bacuri), demanda energética de 100-400 MW (equivalente a até 1,6 milhão de residências), risco de captação do Aquífero Guarani, poluição sonora de 60-85 dB para comunidades vizinhas, e pressão sobre infraestrutura de saneamento — Uberlândia caiu 10 posições no Ranking do Saneamento 2026. Com o sítio indefinido após jul/2026, a localização dos impactos de vizinhança depende da nova área.
Não. Nenhuma licença ambiental (LP, LI ou LO) foi emitida pela Semad/FEAM-MG. O projeto anunciado tramita sem LP/LI/LO e não está em operação como data center. Com a rescisão do terreno Bacuri (jul/2026), a seleção de nova área pode reabrir o calendário de licenciamento. Especialistas defendem EIA/RIMA com audiência pública para empreendimentos deste porte em zona rural, não RAS.
O MPF instaurou inquérito civil em setembro de 2025 para apurar medidas ambientais do poder público (cobertura jornalística, como Aos Fatos em mar/2026, relatou o inquérito depois). A Câmara Municipal realizou audiência pública em 26/03/2026. A Faculdade de Direito da UFU redigiu proposta de marco normativo municipal. O Conselho Regional de Biologia (CRBio-4), a CNBB/Pastoral da Terra e movimentos sociais também atuam na fiscalização.
A promessa anunciada (Prefeitura/FIEMG) fala em cerca de 2 mil empregos. No debate público documentado no blog (ALMG/UFU), a operação permanente de um data center desse porte fica tipicamente abaixo de 100 vagas, com maioria da mão de obra qualificada externa — sem matriz auditável de vagas locais permanentes. Detalhes: /blog/quantos-empregos-rt-one-uberlandia-verdade.
Além do RT-One, o prefeito Paulo Sérgio confirmou conversações com Alibaba Cloud (China) e mais duas multinacionais — totalizando até 4 projetos de data center em Uberlândia. O impacto cumulativo sobre recursos hídricos e energéticos ainda não foi estudado.